DIÁRIO

Sou a mulher do papel

24 Fevereiro, 2015

A mulher do papel. É mesmo assim que os meus filhos me chamam!! Porque eles, claro, são os rapazes da tecnologia. 🙂

Bem sei que tenho um blog, uso diariamente o computador e o telemóvel, com frequência a máquina fotográfica e o skype, mas a verdade é que não prescindo dos meus caderninhos para escrever e das minhas revistas para ler.

E a ser fisicamente possível, não substituo uma conversa entre amigos frente a frente, por uma sessão de chat. Até compreendo as vantagens de toda essa tecnologia mas não lhe atribuo um carácter de substituição perante os formatos mais tradicionais.

Acho que ainda nada consegue substituir a intensidade do cheiro, o prazer do toque, a vontade de olhar demoradamente. E por gostar de sensações reais, por as valorizar e muitas vezes sentir falta, não desisto do papel.

É por isso que continuo a consumir livros, jornais e revistas em papel. Já tentei (a sério que tentei) contrariar essa tentação, mas as assinaturas digitais que fiz não me convenceram e recomecei a comprar em papel mesmo sem esperar que expirassem os prazos!

E como em tudo, até nisto do papel, também faço escolhas. Há publicações que compro sempre que saiem, assim à confiança, quase nem olho para a capa nem espreito o interior pois sei que dali só pode sair coisa boa. E depois há as outras, em que o conteúdo ou a apresentação gráfica tem mesmo de me convencer.

A revista Volta ao Mundo tende a permanecer na primeira categoria há largos anos. E mesmo assim, há meses que me faz soltar um sorriso maior do que outros.

Em Fevereiro, além do habitual sorriso palerma, não resisti a soltar também um Ah!…porque são sempre mágicas as edições que retratam um bocadinho dos lugares por onde já passei e ficaram guardados num cantinho especial da memória.

revista volta ao mundo

revista volta ao mundo

E depois do impacto inicial, acho sempre interessante verificar que marcas ou recordações é que o mesmo local conseguiu deixar numa outra pessoa, numa outra conjugação espaço/tempo. Qualquer coisa como: estivemos no mesmo local, será que vimos e sentimos o mesmo?

Entre outros lugares que já tive a oportunidade de conhecer, este mês a revista dá a conhecer o Morro de São Paulo no Brasil.

Quando lá estivemos no Verão passado ficámos com a melhor das recordações e apesar de ser um local de difícil acesso, é um misto de surpresa e simplicidade quase inexplicável, aquilo que nos faz querer voltar ao Morro de São Paulo.

E nesta altura do ano, a dita reportagem teve ainda outra vantagem, com o frio e o vento dos últimos dias soube mesmo bem recordar as cores e as temperaturas brasileiras. Se puderem espreitem e digam-me alguma coisa! 🙂

morro são paulo

Já vou aconteceu verem um lugar de que gostam muito, assim retratado numa revista?

Como reagiram?

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2 Comentários

  • Reply Dinamene 26 Abril, 2015 at 16:57

    Olá!
    Descobri há pouco tempo o seu blog e adoro! Adoro porque também adoro viajar, programar uma viagem e vivo-a sempre intensamente. Neste artigo, achei curioso, porque faço exatamente o mesmo. Compro a Volta ao Mundo sem sequer a folhear! Compro desde o nº1 e continuo a lê-la como se fosse a 1ª vez. Pena algumas revistas que também tinham boa qualidade e bons artigos terem desaparecido do mercado, como é o caso as revistas Blue (Living e Travel) a Rotas e Destinos e agora este último mês a Evasões….
    Desejo que continuem a passear e viajar, pois aprende-se muito e as sensações que vivemos ninguém as consegue explicar! 😉

    • Viajar em Família
      Reply Viajar em Família 26 Abril, 2015 at 19:01

      Olá!! São comentários como este que fazem a existência do blog valer a pena…muito obrigada Dinamene! (até corei)
      Também é com muita tristeza que vejo desaparecer todos esses títulos (era fã dos 3). Espero que as viagens continuem a fazer parte das vossas vidas e às “sensações que vivemos ninguém as consegue explicar”, ainda acrescento ninguém nos consegue retirar, são nossas para sempre!

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