DICAS DE VIAGEM

A primeira viagem de avião sem os pais

1 Julho, 2013

A primeira viagem de avião sem os pais, que os meus filhos fizeram (realizada apenas na companhia um do outro), foi entre Portugal e a Suécia.

Voaram desde Lisboa até Estocolmo e vamos agora juntos iniciar uma viagem de carro até Londres. Vai ser para eles a primeira grande viagem em quatro rodas, passando por vários países da Europa e pelo “mítico” Canal da Mancha.

A primeira viagem de avião sem os pais

Na primeira viagem de avião sem os pais, no aeroporto de Estocolmo (Suécia)

Mas esta viagem começou para eles com uma nova aventura. Foi a primeira viagem de avião sem os pais da vida deles! E para esta data tão importante, escolhi a Tap Portugal.

Viajaram na Tap por diversas razões. Em primeiro lugar porque esta é normalmente a minha primeira opção para os destinos onde esta companhia aérea opera, pela confiança e qualidade nos serviços a que sempre me habituou.

E neste caso muito específico, em que os miúdos vinham sozinhos, considerei ainda que era muito importante a vantagem de entenderem e de se fazerem entender na sua língua materna que é o português. Na Tap tinha essa garantia, ao contrário das outras opções em companhias estrangeiras.

Todo o processo a que os menores têm de ser sujeitos para embarcarem sozinhos (que também foi novidade para mim) é na verdade bastante simples.

E aparentemente até bastante recorrente nas diversas companhias aéreas, a considerar pelos três casos a que assisti nos 20 ou 25 minutos em que estive nas chegadas à espera dos meus filhos no aeroporto de Estocolmo, na Suécia.

Então foi assim que tudo funcionou, quando quis preparar a primeira viagem sem os pais dos meus dois filhos:

Para pedir acompanhamento de uma assistente de bordo, para as crianças estarem sempre acompanhadas, desde a porta de embarque até à saída no aeroporto de destino, a marcação da viagem aérea tem de ser por telefone ou pessoalmente em agência de viagens.

Eu telefonei a informar que íam viajar sozinhos. A esta opção dão o nome de Menor Desacompanhado (designado por UM em inglês).

Como são irmãos, com o mesmo apelido, pagaram apenas uma taxa de 50 euros (pode ser paga na marcação ou no dia da partida no check-in). No caso de serem dois amigos menores a viajar sem a companhia de um adulto, por exemplo, serão cobradas duas taxas.

Na altura da marcação foi necessário dar o nome, contacto telefónico e morada da pessoa que entregaria (em Lisboa) e da pessoa que receberia (em Estocolmo) as crianças.

Foi necessária uma morada do país de onde partiam e outra de onde chegavam, para utilizar em caso de emergência – estes dados podem ser alterados mais tarde, até à data da viagem.

Neste caso, é preciso ter em conta que são considerados menores até aos 12 anos. Daí e até aos 18 anos não é obrigatório acompanhamento por uma assistente de bordo, apenas se pretendido pelos pais.

Foi também necessário os miúdos fazerem-se acompanhar de uma declaração reconhecida no notário, em como os pais autorizam a sua saída do território nacional.

Na partida foi colocada uma bolsa ao pescoço das crianças com toda a documentação (serve também para as identificar como Menores Desacompanhados a toda a tripulação). E à chegada, foi-me pedido a minha identificação e assinatura (apesar, claro, de os miúdos me reconhecerem e me abraçarem imediatamente, os procedimentos são para cumprir).

E pronto. Foi assim. Fácil e divertido para as crianças. E também uma aventura e grande sentido de responsabilidade, viajar (quase) sozinho como os crescidos!

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