DIÁRIO

É mesmo preciso subir à Torre Eiffel?

26 Janeiro, 2015

Eu estou mesmo convencida de que nada tem apenas só uma perspectiva. E o que eu gosto mesmo é de ter a liberdade para escolher, descobrir, fazer diferente e para ver o mundo sem os filtros que muitos nos querem impingir. Porque sei que há sempre novas formas de lá chegar. Mais práticas, mais fáceis, mais baratas até. E por conta desta minha incessante curiosidade natural há até quem me considere “louca”, há quem se admire como é que eu nunca páro, nunca me canso, nunca me resigno a olhar para tudo como todos os outros olham. Pois, porque esta sou eu e quando faço de outra forma não estou a ser eu. Simples assim.

paris

Quando me perguntam por dicas de visitas para lugares mundialmente famosos, tipo Paris ou Londres, desconfio que às vezes essas pessoas até ficam desiludidas com as minhas respostas. “O quê? Não foste ao…, mas isso é como ir a Roma e não ver o Papa!!”. Pois, precisamente, eu acho que posso muito bem ir a Roma e ver o que mais me apetecer naquele momento, sem ter de fazer o mesmo percurso que todos fazem ou ver o que é suposto os estrangeiros, as famílias, os miúdos…fazerem ou verem.

Porque o tempo é curto e tenho de fazer opções, porque estou cansada, porque está a chover, porque está demasiado calor, porque aquilo não me diz nada, porque está uma fila descomunal para entrar, porque acho que não vale o preço do bilhete, porque não quero ser apenas mais uma na multidão, porque acho que há uma melhor forma de ver aquilo…ou tão simplesmente porque não me apetece!

Será que quem não sobe à Torre Eiffel não fica a conhecer Paris? Eu acho que não. E é isto que tenho tentado passar aos meus filhos, o poder da escolha, da individualidade, de saber ter o que nos faz mais felizes e não embarcar em pacotes to go. Muitas vezes tentam convencer-me a ser “normal” ou dizem-me que as nossas viagens são um “bocadinho malucas” porque tantas vezes saiem dos padrões das viagens para famílias. Mas nós não cedemos, nem nos importamos com rótulos desses! 🙂

Eu já fui a Roma e não entrei na Capela Sistina. Fui a Veneza e não andei de gôndola. Estive em Amesterdão e não percorri os canais de barco. Voltei a Londres e não estive na London Eye. Em Barcelona não fui à Sagrada Família e em Nova Iorque à Estátua da Liberdade. Até já repeti várias vezes Paris e só subi à Torre Eiffel na minha primeira visita à cidade, há mais de 25 anos.

E ao não fazer nada disto, aproveitei para fazer outras tantas coisas enquanto lá estive. Sinto que perdi alguma coisa? Claro que não! Foi uma opção e no fim sei que conheci aquele lugar à minha maneira. Mas, claro, também sei que em próximas viagens e se naquela altura for importante para mim, para nós, farei tudo aquilo que ainda não fizémos (e prometo contar por aqui!).

Mas gostava mesmo de saber a vossa opinião: quem concorda comigo e quem acha que há atracções que não se podem mesmo falhar?

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