DIÁRIO, Dinamarca

Decorações de Natal e lições de desperdício

17 Dezembro, 2013

Já tinha estado várias vezes em Copenhaga (Dinamarca), mas nunca na época natalícia. E por ser um país nórdico, conta-se com neve e frio em Dezembro e portanto também muito mais próximo daquela imagem que cultivamos do Natal: barbas brancas e fato vermelho felpudo, renas e trenós amorosos e várias melodias a condizer… (parece que nos esquecemos sempre que também há várias zonas no mundo onde se comemora o Natal de manga curta e pé na praia!).

Mas isto tudo para dizer o que senti poucas horas depois de chegar à cidade. E para ser ainda mais precisa, intensificou-se quando começou a escurecer e tudo continuou… escuro! Pois, as ruas, as praças e os monumentos revelaram-se – ao contrário do esperado – pouco iluminados e reluzentes.

Desilusão. É mesmo a palavra certa para descrever o que senti. E tudo porque (além das estradas não estarem cobertas de neve) as decorações de Natal dos locais públicos serem poucas e muito low profile, até pelas janelas das casas se conseguia visualizar muito poucas árvores enfeitadas, luzes, bolas ou todas aquelas outras manifestações exuberantes a que nos habituámos a ver perto de casa.

Mesmo nas lojas, as músicas e a euforia das compras própria da quadra me pareceram reduzidas. Mas vi algo engraçado e bastante típico: a venda de árvores de Natal em pleno passeio, em diversas ruas movimentadas do centro da cidade.

Na verdade, tudo isto (à excepção da venda dos pinheiros) me pareceu estranho e oposto ao que esperava encontrar em Copenhaga, mas alguns dias e conversas depois de ter chegado, fiquei a saber que os Dinamarqueses levam os temas “razoável” e “desperdício” muito a sério. E claro que isso é transversal a todos os aspectos do seu quotidiano – Natal incluído. Lição aprendida!

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