Brasil

Cataratas do Iguaçu: lado do Brasil

28 Maio, 2013

As Cataratas do Iguaçu são um conjunto de enormes quedas de água que fazem fronteira entre o Brasil e a Argentina.

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Por agora falarei apenas do lado brasileiro mas ambos são lindos. São perpectivas diferentes. Mesmo na prática, pois de um lado observam-se as quedas de cima e do outro mais de frente.

Mas claro, como em quase tudo na vida, cada pessoa que já lá esteve tem os seus próprios argumentos. Ainda na fase de pesquisa recolhi várias opiniões e mesmo enquanto lá estivémos ouvi um pouco de tudo. Era até motivo de conversa entre recém-conhecidos. “E tu, gostaste mais de qual?” – era a pergunta cliché mais ouvida. E as respostas eram invariavelmente sempre diferentes e pessoais.

 A visita ao lado brasileiro é mais curta e rápida e por isso aconselho a começar por aqui se já não tiverem o dia inteiro disponível e também acredito que é uma boa forma de se ambientarem à zona. Se deixarem esta visita para último, penso que vai saber a pouco.

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Por muito que as imagens falem por si, nada se compara a estar perante mais de 270 quedas de água, em que a maior atinge os 82 metros de altura. E respeitando as condições básicas de segurança, acho que o passeio é sempre seguro mesmo para os mais pequenos.

O máximo (e mais provável), que pode acontecer é ficar com a roupa molhada, tal é a força da água quando nos aproximamos das quedas (mas é para isso que serve a roupa de reserva que as mães sempre se lembram de levar na mochila…) ou então ficar – adultos e crianças – com aquele sorriso infantil, meio tonto e unilateral de quem nunca viu nada assim. De quem acabou de descobrir a felicidade.

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Esta visita às Cataratas do Iguaçu fez parte de uma viagem ao Brasil em 2012. Na altura, saímos de São Paulo de avião com a companhia TAM, de fácil marcação pela internet.

Se noutros trajectos no Brasil optámos pelo carro, neste caso específico escolhemos o avião pelo conforto e pela rapidez. De carro ou de autocarro seriam precisas cerca de 12 horas e contar com as estradas degradadas, enquanto que de avião demorou apenas cerca de uma hora e meia.

Já sentada no meu lugar apercebi-me da potencialidade familiar desta visita pois a lotação do aparelho era maioritariamente feita de pais e crianças, em aparente ambiente de férias. E a chegada ao aeroporto local foi também bastante inesquecível. Ao descer as escadas do avião e depois de alguns segundos a tentar perceber de onde viria o autocarro que nos levaria ao terminal, acabámos por perceber que tinhamos de atravessar a pista a pé, ocupada apenas por um único avião, o que tinha acabado de aterrar.

Antes de entrar no terminal para levantar a bagagem de porão ainda fomos surpreendidos por uma situação pouco vulgar: as malas passavam à nossa frente no tapete rolante ainda na rua antes de entrar no tapete já dentro do aeroporto, no qual deveriamos recolher solenemente a bagagem.

Percebi naquele momento que tinha acabado de chegar a um local muito turístico mas também muito distante da realidade que tinhamos conhecido na grande metrópole que é São Paulo.

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A contrastar com o enorme barulho das quedas de água das Cataratas – aliás, enquanto estamos nos Parques Nacionais sabemos que devemos estar perto das quedas pelo barulho, pois ouve-se primeiro do que se vê – o que não mais vou esquecer é o silêncio de Foz do Iguaçu. Também é verdade que tinhamos acabado de chegar da grande cidade, gigante e barulhenta, mas a calma e o silêncio de Foz do Iguaçu espantou-me.

Ficámos alojados num pequeno hotel no centro da cidade. E assim que pousámos as malas quisemos arranjar maneira de chegar às Cataratas. Depois de algumas perguntas curiosas, alguém num café nos explicou que para o lado brasileiro não era preciso guia nem transporte particular, era fácil chegarmos lá sozinhos. Indicou-nos qual o autocarro que tinhamos de entrar e foi espantosa aquela quase meia hora que estivemos à espera na paragem. Nós e um velhote que nem sequer ía entrar em nenhum autocarro, estava apenas a descansar do calor que se fazia sentir. Não havia barulho, não havia carros ou pessoas. E estávamos no centro de Foz do Iguaçu, às duas da tarde de um dia de semana.

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O Parque Nacional do Iguaçu é a paragem terminal por isso não há que enganar. À chegada consegue-se perceber a grandeza do Parque e a quantidade enorme de visitantes que recebe por dia e por isso são normais as filas de espera até para comprar os bilhetes. Mas a demora é breve e num instante estamos já na outra fila, para entrar no autocarro aberto de lado e com tecto de vidro que atravasserá o Parque e nos levará às Cataratas.

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A viagem de autocarro não é muito longa, talvez uns 30 minutos, mas é fácil perdermo-nos com a beleza da natureza e demorarmos mais nos percursos pedestres do que inicialmente podemos supor por isso é melhor atender às necessidades básicas antes de entrar no autocarro, na pequena zona de restauração logo à entrada. No fim do parque há outra zona de restauração, maior e com escolha entre menús mais elaborados ou fast food.

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O autocarro vai passando por vários pontos de interesse e actividades naúticas, enunciados ao micofone, e as pessoas vão saindo conforme escolham fazer um percurso mais ou menos curto a pé. E claro, no fim a recompensa. As grandes e belas quedas de água. As paisagens que já vimos tantas vezes em vários outros formatos (os posters colados à parede não me saiem da cabeça) e julgamos serem criação artistica de um qualquer pintor ou fotográfo, afinal são mesmo reais.

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