DICAS DE VIAGEM

As coisas que os miúdos aprendem durante as viagens

21 Fevereiro, 2014

Que se aprende bastante durante uma qualquer viagem (seja a 100 ou a 10.000 km de casa) já não é novidade para ninguém. Que, mais cedo ou mais tarde, vamos usar toda essa informação acumulada, também já não surpreende.

E apesar de já nada nos parecer assim tão diferente, porque a velocidade da informação actual já não nos permite ficar sem saber o que se passa do outro lado do mundo, apenas alguns minutos depois de lá ter acontecido, também continua a ser verdade que ainda há coisas que são feitas de outra forma em Portugal e nos outros países.

E, claro, a enorme capacidade de aprendizagem das crianças, leva-as a absorver tudo o que as rodeia de uma forma muito natural, e quase tudo é motivo para um bombardeamento de perguntas, para a tentação de mexer ou (“mãe, estamos no século XXI !!”) para fotografar e partilhar de imediato nas redes sociais!

Aqui estão 5 coisas que os meus filhos descobriram, mexeram, perguntaram e aprenderam durante as nossas últimas viagens:

1 – Na Suécia, recebe-se dinheiro com as garrafas de plástico

Lembram-se dos supermercados que recebiam o nosso vasilhame? Ao entregar garrafas de vidro vazias, pagavam alguns cêntimos por unidade. Pois na Suécia descobrimos supermercados que pagam pelas garrafas de plástico. Aliás, nas prateleiras estão expostos os dois preços: com ou sem devolução da garrafa vazia. Ao comprar, pagamos sempre o preço superior, mas depois ao devolver as garrafas vazias numa máquina, recebemos os cêntimos correspondentes, quer seja pequena ou grande.

Suécia

2 – Em França, há hotéis sem chave nem cartão magnético

Primeiro vieram as chaves, depois os cartões magnéticos. E no último Verão, encontrámos em França várias redes de hotéis em que as portas abriam com um código facultado na altura do check-in. Sinceramente, não sei se facilita a estadia. É mais um código que temos de decorar (mesmo que seja por poucos dias) ou então temos sempre a hipótese de escrever num papel.

E quem anda de papel no bolso, também anda de cartão magnético (apesar destes muitas vezes desmagnetizarem em contacto com os telemóveis, por exemplo). Mas pronto, admito que os miúdos gostaram bastante da responsabilidade de saber e marcar um código, que lhes abria uma porta, literalmente!

França

3 – Em Inglaterra, ter um iphone não é ter estatuto social

Os meus filhos gostam bastante de tecnologia (serão apenas os meus adolescentes ou será um “mal” comum?…) e coisa que não lhes passou despercebida foi que quase, mas mesmo quase, todos os ingleses tinham um iphone. Mas, (julgo) fruto de uma diferente postura perante a vida, isso não detinha ninguém de escolher um estilo de vida simples ou até de apreciar os pequenos prazeres do dia-a-dia e depois parecer alguém deslocado ou foco de atenção por terceiros.

Ter um telemóvel topo de gama e andar de transportes públicos – por opção, é normal. Ter um telemóvel topo de gama e dormir uma descontraída sesta na praia, é normal. Ninguém vai achar que não era suposto. Que não fica bem. 

Inglaterra

4 – Na Dinamarca, os carrinhos de bebé têm lugar reservado

Todos os autocarros em que andámos em Copenhaga, tinham uma das laterais livre de bancos e era reservada a carrinhos de bebé. E por experiência própria, recomendo a não ocuparem esse espaço. O entra e sai de carrinhos apressados é enorme e constante.

E acreditem ou não, eu vi uma destas mamãs apressadas, com um carrinho de bebé (com bebé lá dentro) e ainda com uma outra criança ao colo, a quem, durante a viagem que partilhámos nesse autocarro no centro de Copenhaga, deu de mamar. Ali mesmo. Sem vergonhas, nem preconceitos. Em pé e em andamento. E para completar esta história, ainda nos ofereceu ajuda, pois reparou que não tínhamos a certeza se deveríamos sair naquela estação. Mas sem nunca ter parado de alimentar o seu filho.

Lembro-me do olhar cúmplice que um dos meus filhos me lançou na altura. A sociedade dinamarquesa, com uma apregoada qualidade de vida superior à portuguesa, é também feita de uma descontracção quase impossível de descrever. Só mesmo assistindo para acreditar! (devo dizer que não tirei fotografia àquele momento por respeito – e vergonha do meu espanto – mas mesmo sem imagem para documentar, será sempre uma história inesquecível)

Dinamarca

 5 – Na Holanda, é de bicicleta que se vai para a escola

É possível que já tenham assistido, ou até participem diariamente, inúmeras vezes em Portugal às filas que se formam às portas das escolas muito perto da hora de entrada ou de saída de grande parte das turmas.

Em Amesterdão, assistimos à hora de ponta de saída de muitas crianças de uma escola, no centro da cidade. A diferença, em relação a Portugal, é que os passeios e a estrada em frente não estavam cheios de carros amontoados, mas sim de bicicletas. De pais e mães que vinham buscar as crianças. Mas também de alguns dos alunos mais crescidos, que pegaram na sua bicicleta estacionada e de uma forma muito autónoma, se foram embora. E sim, naquele dia estava a chuviscar, portanto nem essa desculpa pega!

Amesterdão

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2 Comentários

  • Reply Vânia 7 Março, 2014 at 8:48

    Olá Joana!
    É bom ver que as crianças aprendem um pouco da cultura de cada país. Eu mesma que já sou adulta continuo aprendendo e me fascinando.

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