DICAS DE VIAGEM

3 coisas que já aprendi sobre o InterRail

12 Junho, 2014

Ainda não acabei esta minha experiência de andar a viajar de comboio pela Europa com um passe no bolso, mas já posso partilhar algumas coisas que aprendi nestes últimos dias. São coisas muito simples, práticas e pessoais. São as coisas que diria, e repetirei, a qualquer amigo com ideias de fazer o mesmo.

E vou já adiantando que às vezes tenho de fazer estas viagens primeiro, sozinha, pela simples necessidade de testar o seu grau de family friendly (e é agora que entra a famosa deixa) – eu sei que é um trabalho duro…mas alguém tem de o fazer, certo?

Pronto, pronto, brincadeiras à parte…espero na verdade um dia conseguir viajar desta forma com os meus filhos, porque é meeeesmo uma experiência inesquecível, diferente. Esta fantástica sensação de hoje estarmos num país e no dia a seguir já estarmos noutro. Esta sensação de estarmos perto de tudo e pertencermos a todo o lado.

Em 1997, quando estava a viver nos Estados Unidos fiz algo semelhante, não me lembro agora do nome, mas seria o InterRail lá do sítio. Lembro-me que na altura tínhamos 15 dias de férias da Universidade e grande parte das minhas amigas foram para o Havai. Mas eu lá conseguia ficar duas semanas no mesmo local!…então por falta de companhia, acabei por embarcar sozinha na minha primeira grande viagem de comboio.

Já na altura a decisão era: ou não ir ou ir sozinha. E claro que já na altura não desperdicei a oportunidade de conhecer parte do interior e costa Leste. E foi assim que Chicago, Memphis, Nova Orleães, Atlanta, Washington D.C., Nova Iorque ficaram na minha memória até hoje de uma forma muito querida. Convém também não esquecer que em 1997, eu não tinha acesso à internet nem a telemóveis mas só consigo guardar as melhores recordações daqueles dias de descoberta.

E para os que pensam que o InterRail é daquelas coisas que tem uma idade própria para se fazer, desenganem-se: o bilhete que começou por ser só para jovens, agora dá as boas-vindas a crianças e adultos. E também flexibilizou o formato: além do tradicional um mês, agora há outras opções mais curtas e quase personalizáveis. Espreitem aqui todas essas informações.

Porque da minha parte, acho que há 3 coisas que devem saber:

1 – É sempre preciso reservar e pagar um valor pelas viagens

O passe não nos dá acesso directo aos comboios. É preciso marcar e confirmar disponibilidade de lugares. E às vezes consegue-se marcar tudo logo de seguida desde a estação de origem até à estação do destino final, outras vezes tem de se fazer paragem a paragem, estação a estação, sempre que há mudanças de comboio, país ou empresa. E depois há também que ter em conta que até no mesmo país e empresa (à semelhança dos voos) há dias e horários mais acessíveis que outros. Já paguei entre os 3 e os 30 euros. E há ainda aquelas coisas que ninguém me sabe explicar: como é que uma viagem nocturna de 10 horas, com cama, é mais barata que uma viagem diurna de 3 horas em cadeirão? Pois não sei!

2 – Não comecem em Portugal

Comecem, por exemplo, em Paris ou Berlim (apanhem um voo até lá). Escolham uma cidade facilmente acessível e conveniente para a zona da Europa que vão conhecer. E isto tem uma razão simples: a pior parte para nós, que moramos num dos extremos do continente, é realmente chegar ao centro da Europa porque temos de percorrer Portugal, Espanha e grande parte de França que são precisamente as distâncias maiores. Uma vez em Paris, as distâncias a fazer entre as cidades são mais curtas, o que diminui significativamente as horas passadas dentro do comboio, ou seja aumenta a qualidade da viagem.

3 – As coisas correm sempre melhor do que imaginam

Não sei se é sorte de principiante, se é de mim, que só dou importância aquilo que realmente vale a pena…mas a verdade é que tudo me tem parecido digno de registo, para o bem! Desde o atendimento para comprar os bilhetes, passando pelos funcionários/revisores dentro dos comboios, até aos efémeros companheiros de viagem, tudo tem sido uma agradável surpresa.

Prometo que assim que me for possível, farei um resumo das situações e locais por que já passei. Até lá! pois que entretanto tenho mais um comboio / país para conhecer!

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1 Comentário

  • Reply Eduardo Araujo 13 Junho, 2014 at 15:46

    Joana, fiquei curioso sobre o interrail. Como ele funciona?

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